quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Nas Redes Sociais

Publicidade Digital


Por Leandro Molino

Sabemos que a mídia é a maior parte do orçamento do anunciante, então é essencial que seja muito bem planejado os meios de comunicação da campanha. Com os
avanços tecnológicos a Internet tem sido bastante eficiente para a publicidade.

Um estudo contratado pela AOL (América Online), visando detectar a eficiência dos banners indicou que 40% dos entrevistados (amostra de 3.600 assinantes) lembravam-se de pelo menos um banner acessado na última semana. A mesma pesquisa revelou que 6% dos assinantes entrevistados que fizeram algum tipo de compra no último mês, decidiram pela empresa após visitarem algum site acessado por banner.

Ao contrário do que muitos pensam, não é caro anunciar na rede. A Internet nos permite direcionar nossas ações de acordo com o perfil dos visitantes de cada um dos sites, as chances de acertar se tornar muito maior. A publicidade sempre que possível deve fazer parte da informação que os utilizadores procuram, ou seja, deverá ser colocada em sites visitados pelo público-alvo da empresa ou produto.

A relação custo/benefício de um banner é avaliada na base do seu custo por mil (CPM). O CPM é muito utilizado para induzir o anunciante a comprar mídia, mais isso depende muito do site anunciado. O que ocorre é que o perfil do público de cada site é diferente, e possui graus de segmentação variados. Quanto mais segmentado for o site, maior a chance de haver mais identificação entre o público alvo e o produto oferecido, consequentemente, maior a expectativa de retorno e maior deve ser o custo. Aqui no Brasil os grandes sites e portais têm um custo mínimo, que giram ao redor de R$ 2 mil reais, o que os torna inviáveis para a maioria dos pequenos anunciantes. Mais alguns comerciantes de banner desenvolveram um método que medi a quantidade de vezes que alguém dá um click no banner. Esse interessante conceito é chamado de “número de impressões”, o click só é computado quando todos os elementos da página são descarregados por completo.

O sucesso de um anúncio na web depende da dimensão e do local onde serão inseridos, banners muito pequenos tendem a ser ignorado. O Anúncio deve chamar atenção de imediato. O melhor é coloca-lo no topo da página, pois é a primeira informação que visitante recebe. Assim como acontece nos jornais e revistas, criou-se uma padronização do tamanho dos banners. Os padrões são medidos em pixels sendo três os mais utilizados

Banner grandes, de largura inteira: 468 x 60 pixels
Banner médios, meia largura: 234 x 60 pixels
Banner minebanner: 88 x 31 pixels

Alguns sites limitam o tamanho do arquivo, geralmente esse valor varia de 7 a 10 kilobytes, sendo assim, não é sendo possível colocar banners animados, esse que chamam muito atenção dos visitantes.

Por essas razões, é fundamental uma escolha criteriosa dos sites que serão alvos da publicidade a fim maximizar os investimentos e potencializar os
resultados, atraindo assim, mais e mais consumidores.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O briefing de Michelangelo


O texto, publicado em 1987 no Blue Book da APG do Reino Unido – livro já esgotado -, tenta simular o que teria sido o “briefing” passado ao artista Michelangelo pelo Vaticano com o caminho a ser seguido na pintura do teto da Capela Sistina. O resultado é uma das obras de arte mais brilhantes da história. Abaixo, as palavras de O'Malley:

Brief 1: Favor pintar o teto.
Não há dúvidas de que isso é o que estava sendo solicitado ao Michelangelo, mas esse brief não dá nem pistas sobre o que a solução para o pedido seria. Ele deixa toda a decisão e pensamento para o artista antes que ele inicie.

Brief 2: Favor pintar o teto usando tinta vermelha, verde e amarela.
Esse brief é ainda pior. Além de não dizer a ele o que pintar, dá inúmeras restrições sem nenhuma justificativa. Restrições que irão, inevitavelmente, provarem-se incômodas e que irão distraí-lo da sua tarefa principal.

Brief 3: Temos problemas terríveis de rachaduras no teto. Você poderia cobri-los para nós?
Esse é ainda pior. Ainda não diz o que deve ser feito e dá informações depressivas e irrelevantes que mostram que ninguém está interessado no que ele irá pintar porque o teto não durará muito até que caia. Quanto esforço ele tenderá a colocar nessa tarefa?

Brief 4: Favor pintar cenas bíblicas no teto incorporando alguns ou todos os seguintes: Deus, Adão, anjos, cupidos, demônios e santos.
Melhorou um pouco. Agora estão começando a dar a ele alguma direção. Não deram a figura inteira, mas pelo menos ele já conhece alguns elementos importantes. Esse é o brief que a maioria de nós daria. Ele contém tudo que o criativo precisa saber, mas não vai além, em direção à idéia e solução.

Aqui está o brief que o Michelangelo recebeu na verdade:

Favor pintar nosso teto para a glória maior de Deus e como uma inspiração maior às pessoas.
Ele pegou o brief e pintou uma cena que retrata a criação do mundo, a queda, a degradação da humanidade pelo pecado, a ira divina do dilúvio e a preservação de Noé e sua família. Ele soube o que fazer e foi inspirado pela importância do projeto. Com um direcionamento assim, ele estava livre para dedicar sua atenção à execução dos detalhes do brief da melhor maneira que ele sabia.

Palavras são pequenas bombas: as certas podem explodir dentro de nós, demandando uma solução original e excitante, ao invés de uma medíocre. Sempre trabalhe muito, mas muito para encontrar a proposta certa e, então, ainda mais para encontrar as palavras que a expressam da maneira menos ambígua e mais excitante possível.

Fonte: http://www.chmkt.com.br/

Produção Gráfica

Por produção gráfica entende-se todas as fases envolvidas na materialização de qualquer projeto gráfico. Pode ser um simples cartão de visita ou um complicado expositor que combina vários tipos de materiais e de técnicas.

O designer ou criativo deve ter algumas noções básicas de produção gráfica para poder criar peças que sejam possíveis de produzir e não o contrário. O produtor gráfico é o profissional que pode ajudar o criativo nesta tarefa.

Cabe ao produtor analisar a ideia do criativo e perceber a melhor forma de produzir essa mesma ideia. Qual o material aconselhado? Qual o processo ou processos de impressão a utilizar? E qual a gráfica indicada para fazer o trabalho?

Após uma analise crítica do projeto em causa é necessário orçamentar e perceber o tempo necessário para a sua produção. Após a aprovação dos orçamentos e dos prazos, tem inicio a produção com várias fases que devem ser controladas de perto para que se possa passar à fase seguinte sem surpresas.




Atualmente há 2 grandes circuitos que um trabalho gráfico pode seguir: o circuito digital e o circuito convencional. Para decidir exatamente qual deles devemos seguir há que considerar vários fatores: tiragem; qualidade; prazo e preço. Há que conhecer muito bem todos os processos de impressão convencionais e digitais para tomar a decisão certa.


OBS.

Ozalides: Os ozalides são provas relativamente baratas e indispensáveis. Antigamente eram analógicas, feitas a partir dos fotolitos e atualmente são digitais.


Circuito convencional. Nem sempre estes procedimentos sucedem exatamente por esta ordem, que pode variar conforme os casos; alguns até podem ser dispensados em certas situações.

Cada vez mais gráficas aderem ao computer to plate e não utilizam fotolitos. A prova de cor analógica é já uma raridade, por ser difícil de arranjar quem faça e extremamente cara, comparada com as provas de cor digitais. A prova de máquina nem sempre se justifica e os monos nem sempre são necessários.




Circuito digital. No circuito digital tudo se processa mais rapidamente. Depois da arte final, o trabalho fica praticamente pronto para ser impresso e pode ser aprovado diretamente na máquina.


Pré-impressão

Circuito convencional e circuito digital

Arte final

Fontes

Avaliar originais para reprodução

O que faz uma boa fotografia para impressão?

Preparar as imagens para impressão

Qual é a resolução ideal para digitalizar um original?

A reprodução da cor

Separação de cores: quadricromia e pantones

Sistemas de gestão de cor

Tramas e pontos: trama convencional e trama estocástica

O que é o moiré?

Ganho de ponto

Provas de cor analógicas e provas de cor digitais

Saber ler as provas de cor

Ozalides

Computer to plate

Processos convencionais de impressão

Tipografia ou letterpress

Flexografia

Rotogravura

Litografia offset

Serigrafia

Termografia

Impressão digital

Impressão electrofotográfica e offset digital

Impressão a jato de tinta

Impressão electrostática

Tecnologia de sublimação

Computer to press ou offset digital

Reconhecer os processos de impressão

Materiais de impressão

Escolher o papel

O orçamento disponível

Características do papel

Características das tintas para impressão

Acabamentos

Especificar o trabalho

Escolher a gráfica

Controle de qualidade durante a produção

Problemas na produção: dicas e truques

Como reduzir os prazos de produção

Tipos de dobras mais frequentes

Planos (cadernos) mais usados para entrada em máquina

Acabamentos em livros

Dimensões de envelopes normalizados

Dimensões internacionais do papel


O Que é Produção Gráfica

É a atividade ou setor de uma agência de publicidade responsável por: -viabilizar, acompanhar e fiscalizar a confecção de matrizes, acabamento e impressão de peças gráficas - se relacionar com os fornecedores de serviços pertinentes à produção de peças gráficas. A saber: serviços de composição, editoração, fotolitos, clichês, gráficas, laboratórios fotográficos, fotógrafos, ilustradores...

-Em uma agência, o setor de produção gráfica se relaciona constantemente com os setores de criação artística e o de mídia para o desenvolvimento das peças gráficas.

1.
É o profissional responsável pela coordenação e execução de peças gráficas e publicações.
-Local de trabalho: Agências de publicidade, editoras e empresas jornalísticas. Algumas de suas atividades.

- Dirige e acompanha todas as etapas de produção da obra gráfica.

-Zela pelo preço e pela qualidade dos serviços prestados pelos fornecedores.

- Busca a melhor rentabilidade nos serviços gráficos tanto para agência como para o cliente.

- Marcação de originais (past-ups) - Colabora com o diretor de arte na escolha de tipos e na avaliação da viabilidade e recursos técnicos necessários para a confecção de peças gráficas.

- É encarregado por coordenar o serviço de compras referentes à produção de peças gráficas.
OBS: em pequenas agências os escritórios de design função do produtor gráfico e muitas vezes desenvolvida pelo próprio diretor de arte ou designer.

2.
Autonomia - deve ser capaz de gerenciar e compreender todas as etapas da viabilização de um impresso.

- Capacidade de diálogo - com os seus fornecedores, com a criação, com a mídia. É conversando que \"a gente se entende\" e que \"a gente aprende\".

- Capacidade técnica - conhecer profundamente todas as etapas de produção de um impresso - Conhecimento do mercado - o produtor deve conhecer o parque gráfico de sua cidade bem como outros fornecedores de serviços essenciais como: escritórios de fotolito, fotógrafos, ilustradores, equipamentos e serviços de assistência de informática.

Ele deve manter uma agenda com esses contatos atualizados e deve dispensar uma atenção especial na manutenção de uma relação amistosa e produtiva com os seus fornecedores mais freqüentes.

3.
Credibilidade - o amplo conhecimento do produtor gráfico deve ser capaz de avalizar a suas ações em todos os momentos - Disponibilidade para aprender - as artes gráficas estão evoluindo muito rapidamente com a inserção de procedimentos digitais. O produtor gráfico deve estar sempre bem informado, pesquisando constantemente sobre as novidades do mercado.

- Independência na tomada de decisões - as decisões precisam ser rápidas, precisas e eficientes, técnica e economicamente.

- Meticulosidade e atenção - os detalhes fazem toda a diferença na execução de impressos de qualidade - Organização e disciplina - qualidades essenciais a qualquer bom profissional (não são ?)

4.
Criação - A equipe de criação da agência desenvolve a peça gráfica criando um lay-out que é apresentado ao cliente. Nessa etapa o produtor gráfico colabora com a escolha de tipos e indica os melhores procedimentos técnicos que devem ser observados pela criação para que a peça gráfica possa ser impressa adequadamente.

Finalização - Após a aprovação do lay-out pelo cliente, e da revisão do material, o produtor gráfico faz a finalização do arquivo (arte- final digital) de acordo com as especificações do serviço como: cores, dobras, dimensões, cortes.... Nessa etapa ele confere e adapta as cores, fontes, retículas e resoluções do trabalho, para que a peça gráfica projetada no lay-out possa ser reproduzida com fidelidade .

É feito o fechamento do arquivo de acordo com o tipo de impressão e de matriz a ser confeccionada (que pode ser feito tanto na agência como no escritório de fotolito quando as imagens são lá digitalizadas).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Divulgação de Tropa de Elite 2 pelas redes sociais

Chegou o comboio do terror…. é o que diz a letra da música da trilha do novo filme Tropa de Elite 2 que está sendo muito bem divulgado pelas web, em especial nas redes sociais. O pessoal está fazendo um ótimo trabalho.

No site da Tropa2 (http://www.tropa2.com.br/) é possível acompanhar as gravações, materiais exclusivos, entrevistas, vídeos, camisetas oficiais do filme, ouvir a trilha oficial da banda Tihuana.

Por exemplo no twitter (http://twitter.com/Tropa2) eles fizeram diversas promoções, e o pessoal acompanhou em peso.

Veja abaixo o trailer oficial e também a trilha sonora.

Ah, o filme estreia dia 8 / 10 / 2010

É mais um exemplo da força das redes sociais.

“Tropa de Elite 2” foi rodado entre 25 de janeiro e 15 de abril no Rio de Janeiro, entre estúdios, comunidades e externas. O filme foi dirigido por José Padilha, produzido por Marcos Prado e traz Wagner Moura no papel principal, a mesma trinca responsável pelo primeiro sucesso. O roteiro é Bráulio Mantovani. Argumento de José Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani.





terça-feira, 21 de setembro de 2010

60 anos da TV - Humor, jornalismo e reality show

Nos 60 anos da televisão brasileira, o humor tem seu espaço garantido. Diversos nomes já estão eternizados no inconsciente coletivo, como Ronald Golias, Carlos Alberto de Nóbrega e Tom Cavalcante. Outro segmento que não pode deixar de ser comentado nessa edição especial sobre a história da televisão é o jornalismo: a informação é uma engrenagem importante que faz esta grande máquina girar. Um gênero mais atual que também merece destaque é o reality show, que garante renda fácil e muita audiência. Confira no vídeo um pouco da história desses programas.



As novelas que marcaram época

É indiscutível a importância das novelas na televisão brasileira. Neste bloco é hora de relembrar os folhetins que ficaram na memória, e também os diversos autores, como Ivani Ribeiro, Dias Gomes e Janete Clair, que elevaram este tipo de entretenimento a outro patamar. Confira!



domingo, 19 de setembro de 2010

QUADRINHOS NÃO VENDEM POR QUÊ?


Dados do site de publicidade da Panini Comics indicam que a tiragem média para quadrinhos Marvel em 2004 foi de 20.000 exemplares e, para quadrinhos DC no mesmo ano foi de 15.000, exceção feita a Novos Titãs e Batman, que também foi de 20.000 cada. Um editor conhecido meu, diz que a Panini deve vender cerca de 40% da tiragem, ficando com um encalhe de 60%. Um outro conhecido, dono de comic shop, diz que a Panini vende cerca de 60% da tiragem. Então fico com o meio termo: 50%.

Isto reduz o universo de compradores para cerca de 10.000 pessoas. Isto quer dizer que 0,005882% da população do Brasil é compradora de quadrinhos. Isto que dizer que a cada 17.000 pessoas no Brasil, uma delas compra quadrinhos. Assim, uma cidade de tamanho médio, que tem entre 50.000 a 100.000 habitantes, poderia fazer de 3 a 6 leitores! Surgem, é claro, os casos à parte. Cada edição é lida em média por duas pessoas, o que elevaria o número para 20.000 pessoas, mas não há dados que informem o fato. Caberia uma pesquisa para se saber o número real de leitores de uma mesma revista e/ou título.

Já as outras editoras de quadrinhos de heróis ou similares, trabalham com tiragens de mil exemplares ou quinhentos (Ken Parker). Num editorial recente em Conan, O Bárbaro, da Mythos/Dark Horse, o editor explica que a distribuição nacional foi abolida por queda de vendas, retornando à distribuição por setores. O cimério vive uma fase excepcional nas mãos de Kurt Busiek em sua outra revista (Conan, O Cimério) e nem assim chama tanta atenção dos leitores.

Na cidade em que vivo e compro revistas, por exemplo, há um desespero quando vão chegar alguns títulos, pois já se sabe que não há exemplares para todos os compradores. Séries como Homem-Aranha, Liga da Justiça, X-Men Extra, Marvel Millennium e Superman/Batman, chegam somente três exemplares de cada, quando o público fixo, neste caso, é de cinco compradores, e o potencial deve ser de sete. Sempre pode-se fazer amizade com o dono da banca, mas se o outro comprador estiver no local quando chega a caixa... bem, ele leva. Quando se reclama ao distribuidor, ele diz que não recebe exemplares o suficiente. E como o distribuidor está em uma cidade macro-pólo regional com 180 mil habitantes (em contraste com a minha cidade com apenas 40 mil), sabe-se que sua prioridade é atender a sua cidade.

Em viagem recente a esta cidade, vi que os quadrinhos ficam escondidos e quase todas as bancas tinham a mesma quantidade de revistas, três, significando que não haviam vendido a quantidade que receberam. Algumas séries, conhecidas do grande público como Homem-Aranha, X-Men, Batman e Superman, ficam em posições que impossibilitam que alguém as veja. Não se sabe o porquê real, mas o dono de banca argumenta que é melhor expor Veja, Playboy, que venderão, quando pouco, de 15 a 30 edições, gerando um lucro razoável para a banca, especialmente quando se leva a equação de ocupação de espaço e venda.

O problema está na política adotada para a divulgação. Os editores ainda estão ligados na política do “viu comprou”, que é característica do quadrinho infantil. Mas aí é mais simples explicar. As revistas infantis, com poucas páginas, custam em torno de R$ 2,00, contra os R$ 6,90 da Panini. Revistas como Mônica, Disney e até mesmo Tex, raramente têm continuações, contra o esquema pesado de cronologia das grandes editoras. “Ver e comprar” é uma equação merecedora de atenção quando a editora divulga seu material fora do meio dos quadrinhos. Recentemente, a Panini Comics fez propagandas na tevê por assinatura para Pesadelo Supremo e sua promoção para baralhos nas edições 50 das séries da Marvel, e na tevê aberta quando foi lançada a Coleção Pocket Panini.

Outro fator é que na era da Internet tudo é grátis. Jogos em tempo real tomam tempo dos adolescentes, que não ganham o hábito de ler. Mesmo jogando games de personagens em quadrinhos não há vínculos com o quadrinho real, especialmente por que ele não pagou pelo jogo, e sim simplesmente baixou de “algum lugar”. Soma-se a este fator o pequeno público que tem acesso aos scans, que tem poder aquisitivo para comprar, mas não compra.

Sem um programa de divulgação adequado, que se utilize da estrutura dos blockbusters recentes (Homem-Aranha 2, Batman Begins, X-Men 3 e Superman - O Retorno) para aumentar as vendas de seus títulos, as editoras nacionais vão apenas inviabilizar e reduzir seu público, logo, logo trabalhando em tiragens de 1.000 exemplares ou deixando de publicar em português. O problema não será do leitor, que terá acesso sempre ao material original e poderá ler se quiser e puder ($), mas sim da empresa que perde a possibilidade de conquistar e reter seu público graças à miopia empresarial de que o quê está sendo feito está bom.

Um bom exemplo são as promoções americanas de edições de centavos. Batman teve uma edição de US$ 0,10 e US$ 0,12; Superman, Quarteto Fantástico, Contagem Regressiva para Crise Infinita, Brave New World e Star Wars tiveram preços semelhantes, variando entre centavos e 1 dólar. Estas estratégias funcionam parcialmente nos EUA e conseguem manter o interesse na série por algum tempo. Aqui, no entanto, onde o comprador, em geral, tem menor poder aquisitivo que o comprador médio americano, não há nem sombra de estratégias semelhantes.

Interessante notar que algumas editoras acreditam que podem atender uma segmentação do mercado e vender revistas com acabamento de luxo, papel especial, capa dura ou com orelhas, e preço alto para compensar a baixa tiragem. Isto só irá afugentar o leitor comum, ainda que eu acredite que realmente Sandman, Watchmen, LJA/Vingadores, Marvels e outras, mereçam os acabamentos especiais para atenderem a leitores maduros e dispostos a pagarem mais para estes luxos.

Não quero simplificar a coisa, mas um bom caminho é criar parcerias com escolas secundárias, onde revistas do encalhe seriam doadas ou emprestadas para uma tarde de leitura. Talvez até revistas impressas (e financiadas por propaganda) especificamente para este fim. Pesquisas poderiam acompanhar os leitores em potencial durante um ou dois anos para verificar a taxa de conversação. Medida semelhante deveria ser adotada em lançamento de filmes com heróis vindos dos quadrinhos.

A impressão de uma revista promocional de baixo custo, com páginas de histórias e várias propagandas, que seriam distribuídas em cinemas, locadoras de vídeo, escolas, eventos de fãs e jogadores (RPGs e card-games) poderia gerar algum resultado. Veja bem: não é a solução, mas um caminho para estudar possibilidades e dentro de dez anos ter mais leitores-compradores do que hoje.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A RESPONSABILIDADE NA PUBLICIDADE INFANTIL SOB UMA VISÃO ÉTICA


Por Rodolfo JR.


Segundo dados do IBGE, as crianças representam 37 milhões de brasileiros. Desse número, aproximadamente 28 milhões vivem expostas à publicidade diariamente, em diversos canais de mídia utilizados de forma estratégica. A comunicação publicitária passou a assumir o público infantil como alvo à partir da década de 80, utilizando ações diretas ou indiretas para seduzir o imaginário e tornar as crianças público consumidor desde cedo. O aumento de interesse da propaganda por esse público cresceu de forma proporcional ao destaque que a programação infantil foi ganhando na televisão.

Dessa forma, a criança então passa a ter um lugar na economia dentro da sociedade: o de consumidora ativa e cliente com poder de decisão de compra dentro da família. A forma imperativa como a propaganda fala às crianças passa a ser reproduzidas pelas mesmas quando da decisão de compra, e muitas vezes a criança se faz valer, consciente ou não, de chantagens emocionais e situações constrangedoras criadas para satisfazer o seu desejo de consumo por este ou aquele produto.

Mesmo sendo formadora de opinião e tendo, por caráter ético, o dever de educar, a propaganda e suas mensagens transmitidas estão normalmente associadas à riqueza, ao luxo, à beleza, ao erotismo e à ostentação de bens materiais, reforçando, assim, o conceito de hedonismo imbuído à sociedade moderna.

A fomentação do desejo de consumo, aliada às condições muitas vezes economicamente adversas de grande parte das famílias brasileiras, tende a criar situações de estresse familiar e, consequentemente, adultos frustrados. Desconstruindo a imagem da criança na sociedade moderna, vemos um indivíduo que antes era visto apenas como influenciador na compra, mas que hoje é compreendido como consumidor direto. As mudanças nas relações familiares, como a diminuição do número de filhos, que tende a aumentar a renda familiar, e a criação indireta dos mesmos, são fatores determinantes na posição que as crianças ocupam aos olhos da propaganda.

Atualmente a criança está disposta na economia não só como consumidora, mas também como produto, especialmente no momento em que passa a usar a sua imagem com o propósito de adquirir ou induzir a aquisição de um bem ou serviço. Antes definido de forma mais acentuada, o comportamento de compra infantil está destacado em três estágios: crianças de 0 a 2 anos de idade fazem parte de um Universo de Observações, quando apenas descobrem o consumo ao observarem os adultos.

Dos 6 aos 8 anos de idade, a criança faz parte de um Universo de Indagações, e já distingue marcas, as associa às propagandas, argumenta as escolhas de compra com os adultos e começa a impor a sua posição nas práticas de consumo. Crianças por volta dos 12 anos de idade constituem um Universo Racional, onde se firmam como consumidoras conscientes das principais etapas do processo de compra: avaliar preço, marca e funções.

Durante o seu desenvolvimento, a criança tende a seguir normas sociais que definem o seu comportamento, normalmente adquiridas no meio onde vivem e posteriormente onde estudam. Estar dentro de um padrão de consumo, tanto de bens ou serviços, é algo que as crianças são levadas a procurar. Essa padronização é mostrada, de forma paradoxal, como individualidade e personalidade própria pelo discurso publicitário.

Ao tratar com o público infantil, a propaganda tende a humanizar os produtos anunciados; dessa forma, é criado um vínculo sentimental entre consumidor e produto, e essa relação tende a fazer com que as crianças substituam as relações com outros indivíduos em detrimento àquelas com os produtos e bens possuídos. Colaboram com essa humanização todo o simbolismo criado através de mundos fantasiosos, situações irreais e o batismo de um produto adquirido com o propósito de aproximá-lo a um universo que não pertence.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Publicidade Herege


Um anúncio de sorvete com a fotografia de uma modelo como uma freira grávida foi proibido pelo órgão que regula a publicidade no Reino Unido.

A Advertising Standards Authority (ASA, na sigla em inglês) considerou que o anúncio desrespeitava as crenças cristãs, principalmente de católicos.

A empresa por trás do anúncio, Antonio Federici, no entanto, prometeu exibir posteres semelhantes em parte do trajeto que o Papa Bento 16 fará na capital britânica. A visita de estado do Papa, que começa nesta quinta-feira, é a primeira desde a criação da Igreja Anglicana em 1534.

A peça publicitária mostra uma modelo grávida, vestida de freira, saboreando o sorvete em uma igreja com os dizeres: "Concebido imaculadamente" em referência ao dogma cristão da concepção de Jesus e "Sorvete é a nossa religião".

Novo anúncio

A empresa britânica responsável pela peça disse que exibirá posteres com imagens semelhantes perto da Abadia de Westminster. A agenda do Papa prevê uma visita à abadia nesta sexta-feira, que será seguida da celebração de uma missa na Catedral de Westminster no sábado.

A empresa não revelou que imagem será exibida no novo anúncio, dizendo apenas que será uma "continuação do tema". Por meio de uma porta-voz, a empresa disse que a nova peça tem como objetivo "desafiar" a proibição do órgão regulador.


Por meio de um comunicado, a agência reguladora disse não poder fazer comentários sobre anúncios que ainda não foram divulgados, mas que está atuando, nos bastidores, para que o anunciante respeite as diretrizes.

A empresa disse ainda que tem o objetivo de comentar e questionar, usando a sátira e o humor, a relevância e a hipocrisia da religião e a postura da igreja em relação a questões sociais.

O anúncio proibido foi publicado em edições das revistas The Lady e Grazia e recebeu 10 reclamações.

A empresa tentou argumentar que o baixo número de queixas não deveria comprometer a liberdade de expressão com o grande público.

Este é o segundo anúncio de Antonio Federici proibido pela ASA. Em 2009, uma imagem que mostrava um padre e uma freira se preparando para um beijo foi também rejeitada pela agência reguladora.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Futebol com Publicidade


Os grandes clubes de futebol do Brasil começam a enxergar lucratividade em segmentos até então explorados somente por clubes europeus.

Tomamos como exemplo o Manchester United da Inglaterra, que somente na temporada 2005/2006 lucrou 75 milhões de Euros, superando a sua própria marca do ano anterior, onde lucrou 70 milhões.

O Manchester ampliou a capacidade de seu estádio (Old Trafford) de 68 mil para 76 mil pessoas, além de assinar um contrato publicitário no valor de 85 milhões de Euros com a seguradora americana AIG.


O clube fatura alto também na questão de licenciamento de produtos, nas receitas pelos direitos de transmissão de seus jogos (que cresceram 65% este ano) e nas inserções comerciais no seu canal exclusivo de TV por assinatura (MUTV).

Essas altas quantias são resultados de um intenso trabalho de marketing do clube, que atualmente serve como pauta para a gestão esportiva da maioria dos clubes europeus.

Começando a engatinhar aqui no Brasil temos como exemplo o Flamengo e Corinthians que assinaram acordo com a Editora Abril para o lançamento de álbuns de figurinhas e demais produtos dos clubes. A Editora Brasileira foi vencedora em uma concorrência com a Editora Italiana Panini. Além disso, o Flamengo também fechou contrato com a Warner Bros para licenciamento de seus produtos oficiais. Por enquanto os valores de ambos contratos não foram divulgados à imprensa.

Particularmente acredito que esse realmente seja o caminho a seguir para que tenhamos mais qualidade nos eventos esportivos, dado o investimento feito pelas grandes empresas.

“Vamos jogar no erro do adversário”. Frase clássica hoje em dia nos gramados brasileiros entre quase todos os técnicos. Ou seja, fazer o famoso feijão-com-arroz, sem inventar demais, esperando a hora certa de aparecer para atacar com segurança. Lições futebolísticas que a publicidade parece ainda não saber aproveitar muito bem, o que ficou ainda mais claro no fim de semana de tantas finais estaduais pelo Brasil.

Em São Paulo, o capitão da equipe do Corinthians, campeã paulista, no momento de glória para levantar a taça (e fazer valer os muitos centavos do patrocinador), quase pega fogo! Justamente no ápice de elevar a marca do clube, da federação de futebol, dos patrocínios, e até do esporte em si, ocorre esta pseudo-fatalidade.

Não importa agora de quem é a culpa. Foi um exagero, um excesso, uma ganância de mídia tamanha de todos os envolvidos, que só poderia ter dado errado. Sem falar na organização. É aquela história: quem quer aparecer demais, acaba aparecendo mesmo. Só que mal.

No Rio, parece que foi o contrário: faltou visibilidade. O time do Flamengo, de maior torcida do país, disputava não só mais um título estadual, mas a chance de ser tricampeão pela quinta vez na história e ser recordista de títulos no estado. Momento mais do que perfeito para inserir a logo de sua empresa nas camisas, bonés, e microfones de coletiva de imprensa, certo? Não.

O que vimos foram uniformes ainda com o patrocinador antigo, com faixas pretas para tampar o patrocínio anterior da Petrobrás. Parece que houve cautela demais nas negociações, burocracias e fatores “extra-campo” para não terem aproveitado tal chance de mídia. Nem os famosos anúncios de oportunidade pós-jogo puderam ser desfrutados.

É inegável que a publicidade somada ao futebol é de grande poder. Por isso os excessos na comemoração em São Paulo e a cautela em fechar a parceria no Rio. Todos querem aproveitar da melhor forma essa fatia publicitária.

Porém, são nesses momentos que percebo que o óbvio também é necessário. Antes de qualquer conceito criativo, de qualquer planejamento estratégico, precisamos aproveitar as oportunidades. São elas que também contribuem, e muito, para a visibilidade de uma marca, e principalmente, sua percepção.

Então é preciso aproveitá-las. Não podemos errar no mais básico. No ponto de partida para qualquer projeção maior, seja na publicidade ou no futebol.

Porque o ideal não é jogar só no ataque ou só na retranca.

É jogar com inteligência.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Propaganda de Tiririca é irregular

O promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes, do Ministério Público Eleitoral de São Paulo, deve receber só na segunda-feira (13) o ofício da Procuradoria Regional Eleitoral para adoção de medidas cabíveis contra possível crime eleitoral cometido pelo candidato a deputado federal



Francisco Everardo Oliveira da Silva, o palhaço Tiririca (PR), mas já apontou que o alvo principal da Justiça Eleitoral contra o candidato pode ser a sua própria propaganda. Em entrevista ao UOL Eleições, Lopes disse que vê na propaganda do candidato do bordão "pior que está não fica" infração capaz de levar a uma impugnação da candidatura.

O objeto do ofício da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo à Justiça Eleitoral não é este, mas a possível ocultação proposital de seus bens pessoais à Justiça. O Ministério Público Eleitoral se baseou em nota publicada na coluna "Radar", da revista "Veja", que informou que o humorista declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não possuir nenhum bem, pois teria colocado todo o seu patrimônio em nome de terceiros, depois de responder a processos trabalhistas e de sua ex-mulher. Segundo a procuradoria, na consulta à ficha do candidato consta a informação "nenhum bem declarado". Sobre isso, Lopes disse que analisará o caso na segunda, tão logo receba o encaminhamento da procuradoria.

"Ainda não recebi nada, mas, se for isso, parece que estamos abrindo espaço para a candidatura de estelionatários", afirmou. No entanto, o promotor afirmou não entender o motivo pelo qual a Procuradoria Regional Eleitoral ainda não tocou no assunto da propaganda de Tiririca, que julga ser um caso grave. "Se eu fosse o procurador regional eleitoral, era com isso que eu me preocuparia. É propaganda irregular. Vislumbro infração ao artigo 5º da resolução 23.191 do TSE", declarou.

O artigo mencionado por ele diz: "A propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, mencionará sempre a legenda partidária e só poderá ser feita em língua nacional, não devendo empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais (Código Eleitoral, art. 242, caput)". No entender do promotor, o conteúdo da propaganda eleitoral de Tiririca se enquadra nesses termos e poderia levar a uma impugnação da candidatura.

A reportagem está tentando contato com Tiririca e com assessores de sua candidatura.

Depois de ter virado celebridade televisiva nos anos 90, Tiririca decidiu neste ano tentar entrar na política. Vestido de palhaço, seu personagem, e em tom de deboche, Tiririca aparece em diferentes inserções no horário eleitoral de seu partido, o PR. Identificando-se como "o candidato abestado", ele usa bordões e diz frases como as seguintes:

- "Vote no Tiririca, pior do que tá não fica!"

- "Oi gente, estou aqui para pedir seu voto porque eu quero ser deputado federal, para ajudar os mais 'necessitado', inclusive a minha família. Portanto meu número é 2222. Se vocês não votarem, eu vou morreeer!"

- "Oi, eu sou o Tiririca da televisão. Sou candidato a deputado federal. O que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei, mas depois, eu te conto."

- "Quando vocês apertarem na urna eleitoral, vai aparecer esse cara aqui, e esse cara aqui sou eu. Ô candidato lindo!"

- "Você está cansado de quem trambica? Vote no Tiririca"

- "Para deputado federal, Tiririca. Vote no abestado"

No horário eleitoral de ontem, Tiririca apareceu inicialmente escondendo o rosto e perguntando: "Adivinha quem está falando? duvido vocês 'adivinhar'! ". Em seguida, tirou as mãos do rosto e declamou: "Sou eeeu, o Tiririiiica, candidato a deputado federaaaal, 2222, não esqueeeeeça, peguei vocês, enganei vocês, vocês 'pensou' que fosse outra pessooooa, sou eu, o abestaaaaado, vote 2222!"

Algumas propagandas do Tiririca.



Aproveitando, COMÉDIA ELEITORAL - MELHORES MOMENTOS

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Faça um bom currículo e ganhe a atenção do selecionador


O mercado está cheio de profissionais aflitos, decepcionados por não conseguirem sequer uma entrevista de emprego. No entanto, o que a maioria destes profissionais desconhece é que a seleção de currículos depende muito da forma como eles são apresentados.

Diante de uma gigantesca lista de e-mails ou pilha de currículos, não resta alternativa ao selecionador que não seja fazer uma primeira seleção rápida e superficial, o que não leva mais do que 40 segundos por currículo. Para ser selecionado nesta primeira leva, é imprescindível que o currículo seja claro, traga informações pertinentes e esteja realmente adequado à vaga.

Muitos profissionais se candidatam para vagas que não têm nada a ver com seu perfil como se aquilo fosse uma loteria. Ou seja, não adianta candidatar-se a gerente de vendas se você tem experiência como auxiliar operacional. Outro problema comum é que as pessoas têm dificuldade para organizar informações, exagerando em explicações supérfluas e deixando de citar informações estratégicas. Confira algumas dicas para fazer um bom currículo:

1- Dados pessoais: Coloque seu nome destacado, informações dos dados pessoais, endereço, telefone fixo, celular e e-mail. O objetivo é que o selecionador possa te encontrar com facilidade.

2- Objetivo: Esta é uma parte fundamental em seu currículo. Tenho visto inúmeros currículos sem o objetivo informado. Importante que tenha seu objetivo claro, para qual vaga ou área deseja se candidatar, afinal esse é o primeiro item avaliado no currículo.

Imagine que o selecionador está organizando em locais diferentes os currículos para as vagas, onde ele colocará o seu, caso não tenha o objetivo destacado? Certamente vai direto para o lixo.

Alguns profissionais confidenciam para mim que não colocam o objetivo no currículo por simplesmente não saberem para onde ir, nem que área poderiam se destacar e esperam que o selecionador faça isso por eles. Infelizmente, essa possibilidade é quase nula nas empresas. A rotina da área de recrutamento e seleção é muito corrida e os selecionadores não dispõem de todo o tempo que precisariam para analisar com esta precisão os currículos que recebem.

Agora, pense bem, quem é a melhor pessoa para saber qual área deve trabalhar? Claro que é você! Para aqueles que estão pensando algo como "não sei aonde quero ir", lembre-se: Para quem não sabe o que quer, qualquer coisa serve. Para quem não sabe aonde ir, qualquer caminho serve. Se você não sabe o que é melhor para você, ninguém saberá. Portanto, foco e objetivos claros são fundamentais.

3- Qualificações pessoais: Coloque tópicos sobre sua experiência adquirida. Sabe aquele conhecimento que só você tem e que independe da empresa em que trabalha? Nada de escrever detalhes demais das atividades que desempenhava nas antigas empresas. Eu, por exemplo, quando trabalhava em empresa era responsável por um programa bem complexo de treinamento, destinado aos vendedores de concessionárias. Ao invés de colocar no meu currículo os detalhes deste programa, descrevi que tinha "experiência em treinamento de vendas". Simples, claro e objetivo. Disponibilidade para viagem vale aqui também.

4- Formação acadêmica: Sempre do último curso para o primeiro. Não esqueça o nome da instituição, nome do curso e ano de formação.

5- Experiência profissional: Recomendo que coloque da atual ou última empresa para a primeira em que trabalhou. Se já passou por muitas empresas, procure destacar as mais relevantes. Faça de uma forma sucinta, clara e objetiva. Lembre-se que o objetivo é que o selecionador agende uma entrevista contigo. No dia da entrevista você pode falar melhor sobre sua experiência profissional.

6- Cursos extracurriculares: Vale destacar os cursos que vão contribuir para a vaga ou área que está buscando. Entendo que aquele curso de culinária e aulas de surf foram inesquecíveis, mas de nada vão adiantar se estiver se candidatando para área financeira, por exemplo. Portanto, pense bem antes de colocar todos os cursos que fez, pode gerar confusão.

7- Idiomas: Só coloque que é fluente em algum idioma se realmente for. Sabemos que o papel aceita tudo, mas não se coloque em situação constrangedora.

8- Informações adicionais: Não é obrigatório ter esse item no currículo, mas vale acrescentar aquele trabalho social, hobby bacana e saudável que pratica.

9- Cuidado com suas comunidades nas redes sociais: É muito comum os selecionadores darem uma olhadinha nas comunidades daqueles que já foram pré-selecionados. Portanto, cuidado com suas comunidades no Orkut, comentários no Twitter e Facebook. Você pode ser eliminado antes mesmo de ter sido chamado para entrevista.

10- Agora é só organizar o currículo e enviar: Uma boa formatação e apresentação do currículo demonstram extremo cuidado e diz muito a seu respeito. Nem preciso falar da correção ortográfica: erros de português arranham sua credibilidade.

O melhor momento para procurar trabalho é quando não está precisando. Então, o que está esperando para enviar o seu currículo? Se for chamado para entrevista, poderá avaliar o que é melhor para você. Mas atenção, se enviar e não receber nenhuma resposta, veja bem, essa já é uma resposta de que algo está faltando em seu currículo


E para quem quer estágio?

Não há uma dica milagrosa, mas alguns toques podem ajudar.

Como o estudante ainda não tem experiência, ele deve colocar no seu currículo, cursos que tenha feito relativos à profissão, fora da instituição de ensino regular, palestras e eventos que tenha participado ou assistido também são importantes.

É bom também colocar suas qualidades e objetivos, estudar a empresa na qual quer ingressar, para, em anexo ao currículo, escrever uma carta-estágio, descrevendo o motivo no qual aquela empresa deve contratá-lo.

Agora sua "isca" está pronta, comece lançando para empresas selecionadas por você e, claro, lembre-se que para alcançar bons resultados deve ativar sua rede de contatos também. Boas entrevistas!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Os cães na Publicidade.

Que qualidades possui o cão para que os publicitários o utilizem cada vez mais?

O cão e as marcas

As primeiras utilizações do cão como argumento de venda remontam ao início do século XX. Um dos exemplos mais célebres é, sem dúvida, o do cão uivando à morte diante do gramofone da Pathé-Marconi com o slogan "A voz do Dono".

Esta publicidade baseia-se no quadro do cão Nippor que, após a morte do dono, se manifestava desta forma assim que ouvia a sua voz através do gramofone. Aqui, o que é importante é a fidelidade da raça canina à qual se compara o aparelho apresentado. Se consegue enganar o cão significa que a qualidade é excelente!

A marca "Black and White Whisky" escolheu dois cães escoceses como símbolo lembrando, assim, a sua fidelidade à terra natal.

Quando um cão é utilizado na publicidade automóvel, simboliza o poder e a segurança. Assim, dá-se preferência a animais de tamanho consequente: um Boxer para os pneus Kleber ou um cão mítico de seis patas para os óleos Agip. Os grandes São Bernardos conferem tranquilidade e proteção enquanto que os "rafeiros" são utilizados para dar um toque de humor.

Atualmente, o cão faz parte da família: é o companheiro de brincadeiras das crianças e, também, dos idosos. De fato, é habitual encontrá-lo como elemento decorativo de inúmeros anúncios que utilizam o conceito da família moderna típica. O cão completa a imagem de um conjunto e torna a atmosfera mais relaxada.

Um elemento de marketing

Contrariamente ao gato, mais intimista e introvertido, o cachorro é o animal de exterior, do campo, da liberdade. Se o vemos dentro de casa, suja ou estraga, permitindo, assim, elogiar a ação de alguns produtos domésticos: o produto lava-tudo para soalhos apagará as asneiras do cachorro Labrador enquanto que o novo aspirador removerá os longos pêlos do Tejo.

Num registo totalmente distinto, o cão é, por vezes, sinónimo de elegância. Torna-se então um elemento de ostentação na publicidade da marca Chanel e outros cosméticos, como é o caso do Galgo afegão e do Dálmata.

Em todos estes exemplos, o cachorro, quer se apresente apenas como cão ou como uma transposição de comportamentos humanos, não constitui o alvo dos publicitários. Trata-se, apenas, de um elemento de marketing utilizado, muitas vezes, em simultâneo pelas agências de publicidade que empregam, também e com muita frequência, as mesmas raças de cães, dando origem a modas desastrosas para a raça em causa.

O cão torna-se "consumidor"

Pelo contrário, na publicidade para "petfoods", detêm o papel principal. É ele o consumidor, pelo menos por intermédio do seu dono. A abordagem é diferente consoante as marcas. Para a Royal Canin trata-se de um cão e deve ser respeitado como tal. Como tal, utiliza-se um Pastor Alemão que corre em direção ao seu dono, correndo pelos campos fora ou cachorros em plena descoberta do meio envolvente.

Em caso algum, se recorre ao antropomorfismo. Waltham prefere obter testemunhos dos criadores e Canigou aposta no carácter desportivo e vigoroso do cão. Para Fido, são cães de raças diferentes que "provaram e aprovaram" o produto. Finalmente, Friskies e Frolic recorrem ao humor representando anúncios humorísticos cujos atores, evidentemente, são cães. Essas campanhas publicitárias estendem-se a todas as revistas e, sobretudo, à televisão pois o cão é um animal e como tal indissociável do fator movimento.

Os jornais e a publicidade

Um último setor permanece bastante reservado essencialmente à imprensa especializada em animais: os medicamentos Veterinários. Parte dessa publicidade dirige-se estritamente aos Médicos Veterinários recordando a eficácia do produto e a sua inocuidade. Os anúncios são pouco numerosos comparativamente aos que divulgam produtos de higiene animal, produtos anti-pulgas, os desparasitantes, sem esquecer os acessórios para cães. A sua difusão é muito superior e, por vezes, mesmo com recurso de spots publicitários. Este fenômeno é recente e testemunha a importância crescente do cão na nossa sociedade. Os diferentes tipos de publicidade têm como fator comum a utilização do humor, até mesmo do escárnio, para desdramatizar o aspecto "terapêutico" desses produtos.

Para concluir, o cão tornou-se, com o passar do tempo, um argumento de vendas, quer pelo que representa, quer como "potencial consumidor". Deixando de parte os produtos que lhe são verdadeiramente destinados, o cão serve para vender tudo e mais alguma coisa.

A história do cachorrinho da COFAP

Dificilmente você vai saber o nome da marca de alguma peça do seu carro. Se souber, provavelmente será dos pneus ou da cera que passa na pintura, no máximo. Porém, a boa propaganda é capaz de colocar qualquer coisa na cabeça do consumidor. Por isso uma das campanhas publicitárias mais conhecidas do Brasil trata de um amortecedor para veículos, um produto sem qualquer glamour.

A história dessa propaganda começa na Rússia, quando o casal Kasinsky resolveu deixar sua terra natal e partir para o Brasil. O pai era grande conhecedor de veículos e logo passou a trabalhar nesse ramo. Importava peças e fazia a manutenção daqueles que eram os primeiros carros a circularem em São Paulo, ainda no início do século XX.

A família toda estava envolvida no negócio, incluindo o filho mais novo, Abraham Kasinsky. Ao contrário dos irmãos, que desejam apenas continuar com a oficina do pai, o caçula era mais ambicioso. Para ele, o segredo não era importar as peças e vendê-las, porém fabricá-las no Brasil. A empreitada não seria fácil, no entanto Abraham foi capaz de convencer os irmãos a investirem nesse novo objetivo. Os funcionários da oficina fundada pelo velho Kasinsky abriram então todas as peças importadas e aprenderam como fabricá-las. Sendo assim, no início da dédade de 50 surgia a Companhia Fabricadora de Autopeças, mais conhecida pelo acrônimo Cofap.

As peças da empresa tinham qualidade, mas ainda eram vistas com desconfiança pelos consumidores, acostumados com as importadas. Kasinsky sabia que para conquistar o mercado deveria quebrar esse paradigma. Sua genialidade foi não ir diretamente ao cliente, porém aos mecânicos.

A Cofap fazia intensas campanhas junto a esse público, mostrando que seus produtos eram tão bons quanto os estrangeiros, com a vantagem de terem um preço melhor. Convencidos os mecânicos, ficava fácil convencer o comprador, que em geral ouve o conselho do profissional.

Usando essa tática, a Cofap logo se tornou líder de mercado. Com os negócios estáveis, eles decidiram que era hora de fazer com que o consumidor final também conhecesse sua marca. Contrataram a W/Brasil para a missão. A idéia era fazer algo inovador, uma vez que as propagandas de peças eram sempre trágicas, com imagens dos componentes falhando e carros batendo. Kasinsky não queria nada disso. A W/Brasil então resolveu seguir uma tendência que já era internacional, a de usar animais em propagandas.

Por ser esticadinho como um amortecedor, os produtores do comercial escolheram como garoto propaganda um cão da raça Dachshund. Associaram a confiabilidade canina ao produto com o slogan “o melhor amigo do carro e do dono do carro” e ainda colocaram uma dose de bom humor nos filmes da Cofap. Foi um dos maiores fenômenos da propaganda brasileira, a ponto da raça do cachorro mudar de nome! E assim o consumidor comum, em geral desinteressado por autopeças, acabou conhecendo bem uma marca de amortecedores. É claro, a Cofap cresceu bastante por causa desse sucesso. Tornou-se por muito tempo a maior fabricante de autopeças da América Latina, exportando para quase cem países.

Curiosidades de Sobremesa

1 – O sobrenome correto é Kasinsky, com Y. Dizem que a marca foi mudada para não parecer que a pronúncia dessa letra fosse como no inglês (kasinskai). Outra teoria afirma que Abraham curte numerologia e mudou a marca para ter mais sorte.

2 – A raça Dachshund foi criada para caçar animais que vivem em buracos, tais como texugos e marmotas.

3- O nome do cãozinho que fez as primeiras propagandas da Cofap era Rodolfo Cebolinha.

4 – Abraham Kasinsky vendeu a Cofap em 1997. Com quase 80 anos na época, todos pensaram que ele se aposentaria. Nada mais longe da verdade! O velho Abraham pegou a grana e iniciou uma empreitada ainda maior, a abertura da fábrica de motos que leva como marca seu sobrenome. Kasinsky lutou bravamente e fez a empresa evoluir no mercado nacional, até ser vendida para o Grupo Zongshen (chinês) em meados de 2009. Quando o assunto é moto, difícil lutar contra os asiáticos…

6– A empresa que comprou a Cofap se chama Magneti Marelli.


Confira algumas propagandas:





Comerciais de combate

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Bizarrices e Afins.



Marvel e Disney passam a ter uma mesma empresa de licenciamento no Brasil


Em entrevista ao Portal Exame, Marcos Rossett, vice-presidente sênior da Walt Disney Company no Brasil, anunciou que, a partir de setembro, assume o licenciamento de todos os personagens Marvel no país. É ainda o princípio da integração entre as duas empresas, que começou em setembro do ano passado.

O executivo afirma que os personagens Marvel terão divulgação pelos mesmos canais e infraestrutura que a Disney tem no Brasil. Além disso, Rossett declara que "a junção é muito positiva, porque acredito que os personagens da Marvel complementam os da Disney. Não há nada que bata de frente e vemos nisso uma oportunidade de negócio incrível".

Ainda é difícil saber como isso vai impactar a publicação dos quadrinhos Marvel no Brasil, hoje licenciados à Panini Comics. A Disney não possui uma divisão específica para o mercado editorial.

Por enquanto, o principal reflexo da compra da Marvel pela Disney é essa reordenação do licenciamento internacional. Internamente, por sua vez, a Marvel se reorganiza na editora e em sua nova divisão de TV e DVD para gerar seus próprios produtos em todas as mídias.

Até agora nenhuma mudança de conteúdo foi percebida - e a editora ainda está expandindo sua linha adulta, com Deadpool Max e material como Kick-Ass.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nossa Gente Faz

Esse aqui é um link da minha 1ª exposição em vídeo que eu fiz na Festa Araka, em janeiro de 2009. Essa expo foi porque eu trabalhava em um coletivo de Arte e Skate, onde tinham muitos artistas skatistas e não skatistas como: fotografia, designer, grafiteiros e etc.

O coletivo existe até hoje, nome: Briza Skateboarding. Fiquei no coletivo, 2 anos.





Já esse, foi um evento que teve na Lona Cultural de Jacarépagua, onde eu ganhei o prêmio Fotógrafo do Ano, por tudo que fiz no Briza.


Tem uma matéria sobre o evento aqui, na Pense Skate que cobriu o evento:

http://www.penseskate.net/noticias/visualizarNoticia.phtml?not_cod=570#none


E por último, envio meu portifólio, que tem bastante coisa explicativa lá:

Fernanda "Feffa" Rezende é aluna de Publicidade e Propaganda da UniverCidade no Campus Méier.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Campanhas eleitorais contratam 3 milhões


Durante o período das campanhas eleitorais, cerca de 3 milhões de empregos temporários são gerados no Brasil, dizem especialistas. O número pode parecer exagerado, mas deve-se pensar que são 21.764 candidatos (sem contar suplentes e vices) tentando ser eleitos em 5.565 municípios.

A maior parte dessas vagas é ocupada por mão de obra não qualificada, mas, ainda assim, sobra espaço para profissionais com nível superior completo em direito, comunicação e contabilidade.

A campanha de Aloizio Mercadante, que tenta se eleger governador de São Paulo pelo PT, já contratou 500 profissionais e ainda pretende recrutar mais 200. No PV, cada um dos 245 candidatos que concorrem a algum cargo no Estado de São Paulo empregou, em média, 25 funcionários temporários. A campanha do candidato a governador pelo partido contratou 40 pessoas.

O vice-presidente da Abcop (Associação Brasileira dos Consultores Políticos), Gaudêncio Torquato, explica que o número elevado de empregos gerados durante as eleições se deve ao conjunto de atividades produtivas que são demandadas no período.

"Se você for listar a relação de segmentos envolvidos indiretamente em uma campanha, vai chegar a cerca de 30 setores da economia", diz Torquato. Além dos profissionais diretamente envolvidos com os candidatos, ele cita o aquecimento de mercados com a fabricação de camisetas, panfletos, cartazes e painéis de madeira, aluguel de equipamentos de som e de carros e contratações por institutos de pesquisa.

Carlos Augusto Manhaneli, presidente da Abcop, diz que falta expertise aos profissionais para aproveitarem melhor as campanhas eleitorais. "A maioria dos políticos não sabe nem o que é marketing, muito menos marketing político", conta.

Mad Men foi o grande ganhador do Emmy


As séries "Mad Men" e "Modern Family" se proclamaram neste domingo melhor drama e melhor comédia da televisão nos Estados Unidos, respectivamente, na 62ª edição da entrega dos prêmios Emmy, realizada no teatro Nokia de Los Angeles.


"Mad Men" repetiu pelo terceiro ano consecutivo como Melhor drama e venceu títulos como "Dexter", "Breaking Bad" e "Lost", que os críticos assinalavam como possíveis vencedores.

"Mad Men" teve que se conformar com quatro prêmios dentre 17 indicações, entre eles dois técnicos e um para Melhor Roteiro de Drama, embora não tenha vencido nas categorias interpretativas.

'Mad men' vira xodó para publicitários

A febre é tamanha que festas são organizadas para acompanhar a exibição dos novos capítulos, nas noites de domingo.

Junte o homem mais sexy da TV americana, um estilo capaz de inspirar coleções de moda, um roteiro inteligente e a nostalgia dos anos 60, bata tudo numa coqueteleira para dry martini e você terá a fórmula de sucesso de "Mad men", série que ganhou o status de fenômeno cultural dos Estados Unidos. O furor causado pela estreia da nova temporada do seriado no canal AMC, vitória no Emmy; e um novo (e ambicioso) acordo publicitário são a prova cabal de que o programa atingiu seu auge.

Ambientado no glamouroso mundo de uma agência de propaganda da Avenida Madison, em Nova York, o seriado é um dos preferidos do presidente Barack Obama, que revelou, em carta a Matthew Weiner, criador de "Mad men" e de "Família Soprano", ter assistido a todos os episódios. A febre é tamanha que festas são organizadas para acompanhar a exibição dos novos capítulos, nas noites de domingo.

A mais nova demonstração do poder de fogo de "Mad men", porém, vem do mesmo universo que ambienta a história: a publicidade. Recentemente, os produtores da série e a Unilever fecharam um acordo para a transmissão de uma série especial de seis comerciais produzidos no estilo característico do seriado. É um feito só conhecido na TV americana em grandes eventos, como as noites do Oscar e do Super Bowl.

A campanha, que não teve seu valor divulgado, prevê a produção de comerciais para marcas como Hellman's e Vaseline. As peças são ambientadas na agência fictícia Smith Winter Mitchell (similar à Sterling Cooper Draper Pryce da trama) em 1964, nos bastidores da elaboração de um anúncio. O primeiro reclame, do sabonete Dove, já entrou no ar nos EUA. O estilo retrô de "Mad men", também já inspirou uma coleção de ternos da Brooks Brothers, um guia completo de como copiá-los, elaborado pela grife Banana Republic, e uma linha especial das bonecas Barbie.

No quarto ano da temporada, que chegará ao Brasil no início de 2011 pela HBO - a terceira já terminou - , o irresistível Don Draper (Jon Hamm) comanda uma nova agência de publicidade, e tem uma vida amorosa agitada, mas nem tanto assim. Don descobre que sua nova condição de divorciado o torna nitidamente menos atraente para as mulheres dos anos 60.

"Mad men" está agora em 1964, e a liberação sexual das mulheres é seu pano de fundo. Para Maureen Dowd, colunista do "New York Times" e uma das melhores cronistas dos costumes da cidade, Betty Draper (January Jones), a ex-mulher de Don, é o exemplo da mulher que hoje as nova-iorquinas não querem ser: dependente, presa como um pássaro na gaiola. O divórcio, a pílula anticoncepcional e a ascensão profissional feminina são elementos incipientes de uma trama em que o machismo marca a maior parte das relações.

Para Natasha Vargas-Cooper, autora de um livro sobre o seriado ("Mad men unbuttoned: A romp through 1960s America"), o apelo de "Mad men" se deve a três fatores: "Os personagens estão à mercê de uma maré histórica que os espectadores conhecem; há uma satisfação em ver as pessoas fumando, bebendo e traindo seus parceiros impunemente: e, ainda, ver o nascimento de uma nova modernidade nos anos 60".


Nos capítulos já exibidos nesta temporada, passados em 1964 e 1965, temas como o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos e a Guerra do Vietnã começam a se insinuar, mas os personagens continuam mais ocupados com aventuras sexuais e com ganhar dinheiro. Esse, aliás, é um tema com o qual os seguidores se identificam: segundo pesquisa do "Hollywood reporter", mais de 50% dos espectadores de "Mad men" nos EUA têm renda anual acima de US$ 100 mil. Com 1,9 milhão de espectadores, o programa ainda está bem atrás do campeão de audiência nas séries da TV paga americana, "Royal pains", com 6,9 milhões.